segunda-feira, 7 de março de 2011

Recortes de "Blame It On The Boogie/Michael Jackson"

Minha querida tá sempre dançando e isso não pode ser uma coisa ruim
Mas eu não recebi nenhum carinho e isso não é mentira.
Nós passamos a noite em frisco em cada discoteca.
A partir daquela noite, eu dei adeus ao nosso amor.

Não ponha a culpa no pôr do sol
Não ponha a culpa no luar
Não ponha a culpa nos bons tempos
Ponha a culpa na dança


Essa dança desagradável me chateia, mas de alguma forma me viciou
Ritmo encantador me pegou de jeito
Eu mudei minha vida completamente, eu vi o brilho
E minha querida não consegue tirar os olhos de mim

Não ponha a culpa no pôr do sol
Não ponha a culpa no luar
Não ponha a culpa nos bons tempos
Ponha a culpa na dança


Eu não posso,eu não posso
Eu não posso controlar os meus pés


Essa magia me toma, esse ritmo quente me faz de bobo
O diabo me toma através dessa dança
Eu estou cheio de fúria febril, uma chama nasce dentro de mim
A dança me têm com uma super batida

Não ponha a culpa no pôr do sol
Não ponha a culpa no luar
Não ponha a culpa nos bons tempos
Ponha a culpa na dança

Pôr do sol
Luar
Bons tempos
Dança

Não culpe isto (Pôr do sol)
Você tem (Luar)
Você quer (Bons tempos)
Sim (Dança)

Ponha a culpa em si mesmo (Pôr do sol)
Não é culpa de ninguém (Luar)
Mas sua e da dança (Bons tempos)
A noite toda (dança)

Não posso parar essa dança (Pôr do sol)
Não é culpa de ninguém (Luar)
Mas sua e da dança (Bons tempos)
Dançar? A noite toda (Dança)

domingo, 6 de março de 2011

Me emociono em presenciar essa Estrela brilhar e ver Brasil adolescer!

Brilha uma Estrela

Sem medo de ser feliz,
sigo a minha sina.

Tentando encantar com as rimas,
vou mascarando o sonho.

Adiando as lutas,
ficando na escuta.

Justiça para os três "Ps",
o mesmo outra vez.

Vou seguindo a estrela,
esculpindo a cruz vermelha.

Para salvar uma nação,
governada pela corrupção.

Ainda que sem inflação,
que sofre uma manipulação velada.

Nunca vi tanta marmelada,
na manipulação da bolsa que sobe-e-desce.

Será que o cidadão de tudo esquece,
enquanto todos brasileiros empobrece.

Ibope que desce-e-sobe,
me cansei de gás nobre.

Brilha uma estrela, brilha uma estrela...
Nesse céu azul...

Brilha uma estrela, brilha uma estrela...
Lula lá...

Brilha uma estrela,
Lula lá...
Cresce a esperança.
Lula lá...
de um Brasil criança.
Pra fazer,
brilhar nossa estrela...

Pablo Nykc

sexta-feira, 4 de março de 2011

Pipoca - Rubem Braga

A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens. O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer. Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice, uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos - Dor. Pode ser o fogo de fora: perder um amor, um filho, um amigo ou o emprego. Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, doenças e sofrimentos cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio, uma maneira de apagar o fogo.
Sem fogo, o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação. Imagino que a pipoca dentro da panela, ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não consegue imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece completamente diferente, como nunca havia sonhado.
Piruá é o milho que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão dar alegria para ninguém.
Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.
E você, o que é?
Uma pipoca estourada ou um piruá?

quinta-feira, 3 de março de 2011

Despertador toca, o corpo reclama por mais uns instantes ... Saio atrasada como sempre, chego na hora conforme o combinado. Passam as horas, cumpro tarefas, desempenho mudanças, ouço todos os tipos de conversa. Paro, respiro, dou-me direitos. O tempo voa, é noite, um passeio com as amigas. É quase carnaval, a conversa flui, tudo vai acontecendo tranquilamente enquanto o garçom, circula pelo bar em nossa direção marcando assim nosso tempo em cervejas. Volto sem mais, direto à lentilha que logo percebi iria ter que compartilhar com o gato, pois a panela estava aberta e os dois ficaram a sós. Coloco água, aqueço, ficou boa. Juro que ainda mato esse gato, mas é mentira. Cansada já percebo que além do mais o tempo se esgota, amanhã tem tudo de novo. Feliz, curto a compania do gato, a simplicidade das coisas a infinita beleza do mundo. Obrigada, por amar a minha realidade, Senhor!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Tricopicopata

Entre todas as coisas estou, num misto de gato, preta, portas, janelas, o cheiro do tabaco, canções... Caneca, colher, incenso e bola de cristal ... Idéias tenho-as todas, quebra-cabeças: a flutuar e flutuo também até me encaixar ... Solta, danço. Secretamente, investigo, desafiando discurso e ação, aparência e verdade, interesses e condições ... Ouço, observo, deduzo e então a prova real. A muito não me surpreendo, a muito tempo ...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Eu e meu gato estamos aqui, já são duas e cinquenta e dois da madrugada é sábado. Não me diga que você é um depressivo na net num sábado, não diga isso ... Sim estou aqui mas depressão foi o que vi na rua...Sai pra dar uma volta e não fui nos mesmos lugares fui num lugar chamado Rock And Roll e em dois outros com nomes bem menos sugestivos e o que vi? Tudo menos alegria. Juro! A depressão tomou conta não só das pessoas, mas também dos lugares ... Ri muito isso parece que se transformou em um estilo de vida, vi platéias depressivas e músicos depressivos também ... Relax, take it easy!!! Não é preciso fazer tipo, não é preciso de teatro, somos o que somos e nada vai mudar nem mesmo nossa atuação ... Vá com calma, mas não deixe de ir, vá! Do alto do pico alcóolico penso onde estará quem realmente me interessa? Quem me passa agora pela cabeça? Quem é você? É o único que não está a meu alcance sempre será, sempre será... Já teve muitos rostos este moço, mas este tem os olhos a brilhar, esse nem sabe pra onde está indo mas eu posso ver seus primeiros passos antes da intenção ... Virá o fracasso junto a esse brilho? Será fracaço com cedilha? Não, não conheço mas me parece bom, de bem de paz ... de onde veio do que se alimenta? Tudo bem! Sua energia me mantém em pé sem saber ...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Faz Domingo, Reflito.

Qual a semelhança entre uma escrivaninha e um corvo? Eu não faço a menor idéia! Responde o Chapeleiro à Alice. Esse diálogo ficou na minha cabeça assim como a parte que o Chapeleiro diz: "Alice por quê as vezes você é tão grande e as vezes tão pequena?" ou "Você perdeu sua muiteza, você não mata!"
Bom loucura ou não eu penso que as perguntas não precisam necessariamente de respostas para existirem. As vezes sou grande e as vezes sou pequena, poucas vezes fui do tamanho ideal, isso depende muito de quem vê.
Quando se é pacífico demais perde-se a essência de bixo e passa pelo mundo animal como indefeso, frágil, presa fácil aos instintos mais assassinos. Perde-se a muiteza perde-se a conexão com a identidade, devo manter em mim a dose certa de maldade. Minha muiteza está no fato de viver num mundo de feras e exercer o direito de ser fera também,lutar pela sobrevivência que será imortalizada pela minha história, pelo produto de minhas escolhas: A morte para alguns. Mas ainda que signifique isso, sou então capaz também de matar. Eu mato eu morro eu renasço.

Nada a ver mas segue um "texticulo" do Nietzsche que ele que sabe das coisas, deliciem-se!

Examinai a vida dos homens e dos povos melhores e mais fecundos, e perguntai se uma árvore que deve elevar-se altivamente nos ares pode dispensar o mau tempo e as tempestades; se a hostilidade do exterior, as resistências exteriores, todas as espécies de ódio de inveja, de teimosia, de desconfiança, de dureza, de avidez e de violência não fazem parte das circunstâncias favoráveis sem as quais nada, nem sequer a virtude, poderia crescer grandemente? O veneno que mata as naturezas fracas é um fortificante para as fortes; ... e por isso não lhe chamam veneno.

Friedrich Nietzsche, in 'A Gaia Ciência'